sábado, 20 de dezembro de 2014

Quadrilha Suprapartidária

Cascadura - O delator
Ao entregar uma quadrilha de 28 políticos de diversos estados e partidos, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, presta-nos um serviço impagável: revela que no Brasil as siglas partidárias nada significam e que nossos representantes não têm pruridos ideológicos. Desviam, roubam, compram e vendem o país com tranquilidade e paciência. Nessa hora, a música do Cascadura me assalta os tímpanos - no melhor sentido. Leia, veja e escute O delator. O Brasil em cinco minutos.


O Delator
(Fábio Cascadura)

Só digo o que mandam e o que vejo
Só digo o que sei
Apontei o culpado com um beijo
Beijei mais de cem
Quem mais poderia resolver?
Quem mais poderia? Me diga! I’m in love!
Você sabe os detalhes, eu te contei
Esqueça o que eu disse...
Porque eu fiz por bem
Aquilo que eu fiz, foi por bem
E isso fica entre nós
Ninguém precisa saber
Não é confissão
É só porque eu preciso dizer
Na minha forca, o teu nó
Eu deveria saber
Minha língua tem trava, eu não ligo
Eu nem gaguejei
A minha verdade, eu não finjo
Minha voz é lei
Te olho no olho e você não vê
Eu chamo seu nome: meu bem, I’m in love!
Te disse, você sabe, eu te contei
E esqueça o que eu disse
Porque eu fiz por bem
Aquilo que eu fiz, foi por bem
Isso fica entre nós
Ninguém precisa saber
Não é confissão
É só porque eu preciso dizer
Na minha forca, o teu nó
Alguém tinha que sofrer

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

A doença da "normalidade"

Uma doença que se alastra no universo acadêmico, mas principalmente nas relações humanas. Quando o direito à alteridade é confundido com antipatia; amor com submissão; público com privado; ensino com educação. 
Vale a pena ler o texto de Renato Santos de Souza no Pragmatismo Político.  Uma análise lúcida sobre o reinado do quantitativismo no governo da papercracia.


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014


Copenhague - A sobriedade é o que mais chama atencao na capital da Dinamarca. Nao há asfalto e os calcamentos privilegiam os pedestres e os ciclistas. As ciclovias cobrem todo o centro da cidade, onde podemos observar uma arquitetura sem os rococós belgas e holandeses - lindos, claro. A cidade resolveu ser mais Bauhaus.


A sobriedade, porem, acaba aí. København é repleta de bares, lojas de conveniências e restaurantes com bebidas locais, cervejas norueguesas, drinks caribenhos e as noites ficam repletas de bebados felizes. Sem falar de Chirstiania, um distrito independente coim legislacao propria que acolhe hippies desde o historico Festival de 1971. Cheech, digo Cheers!

terça-feira, 2 de dezembro de 2014


Amsterdam - As bicicletas têm preferência sobre os bondes, Os bondes têm preferência sobre os carros. E os pedestres, ou seja, as PESSOAS têm preferência sobre todos os demais meios de transporte.

Nao a toa,  Amsterdam eh a cidade mais cosmopolita do mundo. Um passeio pelas ruas, alem de impressionar pela arquitetura, canais e restaurantes com comidas de todo o planeta, revela uma incrivel mistura de pessoas que re'une europeus, latinos, africanos e orientais de todas as partes.
A ideia de valorizar o ser humano acima de tudo eh capaz de mudar cidades, mudar vidas, mudar PESSOAS.

Um dia, nao se sabe quando, esquecemos as pessoas. Privilegiamos as grandes rodovias, as ruas largas e estacionamentos para os carros, esses grandes pedacos de lata pesadissimos em alta velocidade que matam 50 mil pessoas por ano somente no BRasil.

Um dia Amsterdam acordou e decidiu valorizar as pessoas. Valorizar a diversidade, a liberdade, mas, acima de tudo, a tolerancia. Aqui nao se julga ninguem pelas roupas, pelo cabeleireiro, pela tribo e muito menos pela etnia. Claro que existem idiotas em todo o mundo, mas Amsterdam decidiu reduzir os seus.

“As grandes descobertas ocorrem quando subitamente o possível encontra o desesperadamente necessário.” (Thomas Friedman - New York Times...