terça-feira, 9 de outubro de 2012

Sobre representatividade

Já somos quase 23 milhões e estamos em crescimento. Em números exatos,  22.735.725 eleitores brasileiros resolveram não votar na última eleição. É como se toda a população do Chile e do Paraguai decidisse não ir às urnas.

O crescimento da população não-votante é notável. Foram pouco mais de 18 milhões na eleição anterior, em 2010. Até então, o índice de abstenção chegava a 14,5 por cento. Desta vez, mais de 16,4 por cento do eleitorado brasileiro não votou. Em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais o índice ultrapassou 18 por cento, enquanto no Maranhão chegou a 19 por cento.

Em Boa Vista, 16,72 por cento dos eleitores decidiram que não valia a pena sair de casa para votar. Foram mais de 30 mil ausentes, o que significa mais da metade do total de votos obtidos pela prefeita eleita. Se alguém aí pensou em crise de representatividade, acertou em cheio.

Alienação? Niilismo? Farra? As explicações se acumulam, mas o recado parece ser claro: o voto não pode mais ser obrigatório e o sistema eleitoral precisa de regras mais transparentes. Com investimento pesado em educação para uma melhor reflexão diante da urna, a democracia brasileira pode chegar a algo mais que uma sociedade anônima, fatiada entre PT, PSDB, PMDB e DEM. O povo é bobo, mas não o tempo todo.

domingo, 7 de outubro de 2012

Vejo cenas do pós-capitalismo na TV: crianças trocam brinquedos usados entre si, sem a interferência dos pais. O financeiro abolido em favor da fantasia.

“As grandes descobertas ocorrem quando subitamente o possível encontra o desesperadamente necessário.” (Thomas Friedman - New York Times...