quinta-feira, 31 de julho de 2003

Coisas que deveria ter escrevido ontem, mas só lembrei agora
No Estadão de ontem, uma foto excelente de Roberto Castro, mostra Lula sob balões vazios.

O tratamento profissional está no fato do fotógrafo dar menos atenção ao resultado previsível que ao olhar do presidente, início de frase retido na boca fechada, que congela o discurso e lhe confere olhar vazio, desatento, servindo maravilhosamente bem à linha editorial do jornal.

Trabalhar na oposição é sempre mais produtivo.

terça-feira, 29 de julho de 2003

Blogs
Leãdro Wojak escreve sobre Lou Ferrigno, enquanto o Supply+ de Humberto Cruz renasce das cinzas. Tchela relembra Alphonsus de Guimaraens e Renata Augusta aposta em Lázaro Ramos. Mozart, como sempre, dispensa comentários.
Maluf na berlinda
Um dia a casa cai.
Quando isso acontecer, Paulo Maluf entrega a reforma para as empreiteiras de sempre.

domingo, 27 de julho de 2003

Canaimé
O Canaimé é um blog coletivo não-apócrifo, feito por escribas dos quatro cantos do Brasil, dispostos a discutir política, religião e futebol.

Eu escrevo no Canaimé.

sábado, 26 de julho de 2003

Uma imagem

Blogs
Blogs de escritores, blogs de músicos, blogs de poetas, blogs de internautas, blogs de jornalistas, blogs de ascetas, blogs de fotógrafos, blogs de diagramadores, blogs de estetas.
Diploma
Aos jornalistas, uma feliz notícia: caiu a liminar da juíza-que-não-merece-ter-seu-nome-aqui-mencionado que permitia a qualquer pessoa obter o registro de jornalista e atuar na profissão. Com o fim da vigência de tão torpe decisão, o diploma volta a ser exigido para o exercício profissional. Portanto, se você não estudou jornalismo e pretende seguir essa profissão, VÁ ESTUDAR.

A queda da liminar deve ser comemorada, mas nem sempre a regulamentação profissional é respeitada no Brasil, que está repleto de "jornalistas" irregulares, recebendo salários idem. Isso exige, mais do que mera fiscalização, a criação de uma Ordem nos moldes da OAB, que puna exemplarmente os maus profissionais (a fila seria enorme) e impeça, definitivamente, a entrada de aventureiros. Porque se aventureiros do jornalismo grassam aqui no Sudeste, imagine nos mais distantes rincões deste país, onde lei é só uma palavra de três letras.

domingo, 20 de julho de 2003

El Ciclón
(Cafe Tacuba)

Yo, flecha
flor, polen, flecha
abeja, oso, pez

Flecha, agua,
sube, nube,
llueve, arbol, flecha,
oxigeno, flecha, pulmon

Nopiltze, hija mia
¿Acaso Dios nunca muere?
A que dios te refieras
Todo de eso depende.
Hay dioses que pensaron
que el mundo era infinito, y
no hay un equilibrio entre los reinos hijo mio

Gira y da vueltas y rueda girando
Gira y da vueltas y rueda, y rueda

Quiero hacerla un cuadrado,
deformarla en un triangulo
pero la vida siempre vuelve
a su forma circular

La unica que puede darnos vueltas es Dios
Hay tan pocas flores ya, peces, agua que pense
que la vuelta no daría,
Hoy tu hijo me respira.

Si el equilibrio es Dios, y el equilibrio murio,
¿Que paso con Dios?

(A Nagisa Veríssimo)

quarta-feira, 16 de julho de 2003

Projeto Igor
Se o rock n' roll, como a alta costura ou a indústria automobilística, dependesse de "tendências", o Projeto Igor certamente não existiria. Isento de qualquer culpa, confortavelmente influenciado pelos mestres do gênero e escrito como se tanto o excesso literário quanto as letras simplórias fossem inimigos mortais da mensagem, o Projeto Igor oferece reflexão (Ah, eu vou embora um dia / Vou levar só o que carregar (...) sei que agora estou dormindo / tanto vento: tu estás vindo - Avenida Principal, 777), política (Levante as mãos quem acreditou / o futuro éramos nós / perdidos e sem voz - Bandeiras vermelhas) e ironia (Não pude conter um sorriso / quando contaram para mim / que ele tinha ido embora - Vingança). Com a psicodelia da última faixa, tem-se tudo que é necessário para fazer o bom rock. Autofagia em dose certa, por Leãdro Wojak.

segunda-feira, 14 de julho de 2003

Três perguntas
Se Beethoven era surdo, como auscultou a melodia?
Se Borges e Joyce eram cegos, como enxergaram o limiar da literatura?
Se Nietzsche era louco, que dizer de seus editores?

quinta-feira, 10 de julho de 2003

Das diferenças entre ricos e pobres
Pobres pagam suas contas.
Ricos renegociam.
Pobres são como podres.
Ricos são como Gorgonzola.
Pobres morrem na inflação.
Ricos morrem na recessão.

quarta-feira, 9 de julho de 2003

Sobre jornalismo

São Paulo - Em discussão, no Observatório da Imprensa, a Lei da Mordaça. Entre visados, um jornalista condenado a pagar mil salários mínimos de indenização (R$ 240 mil) a um juiz ofendido. Cartunistas processados, jornais reservando recursos para os processos...

Se o ataque ao bolso do jornalista - que lhe suprime a tão cara liberdade de consumo - não surtir efeito na era (de consumo) da informação, nada mais.

domingo, 6 de julho de 2003

Uma imagem

São Paulo - O rio Tietê, que passa por dentro de São Paulo e é uma das coisas mais imundas que temos, corre para a pequena Pirapora do Bom Jesus e causa isso que se vê na foto.

quarta-feira, 2 de julho de 2003

Google e Deus

São Paulo -  O colunista do New York Times, Thomas L. Friedman, compara o Google a Deus. Sim, o Todo-poderoso. Fascinado com a central de controle do Google (quem não gostaria de entrar lá?), Friedman deifica o rastreador de conteúdos.

Com mais de 200 milhões de buscas diárias em 89 línguas, a ferramenta de busca atende a quase todas as preces. Num futuro próximo, quando a internet sem fio estiver suficientemente popularizada, o fascínio pelo óraculo eletrônico deve aumentar. Não à toa os independentes do Google Watch classificam o buscador de instrumento do mal. O que tem certo sentido.

O que aconteceria se...


São Paulo - Considere que Lars Von Trier é o Glauber Rocha do ano 2000. Agora eleja os correspondentes para Stanley Kubrick, Charles Chaplin e Alfred Hitchcock.

O que aconteceria se...

São Paulo - Considere que Radiohead é o Pink Floyd do ano 2000. Agora eleja os correspondentes para Jefferson Airplane, Yes, Beatles, The Doors e Led Zeppelin.

“As grandes descobertas ocorrem quando subitamente o possível encontra o desesperadamente necessário.” (Thomas Friedman - New York Times...